Quinta-feira, 4 de Março de 2010

Carta Aberta Ao Presidente da República (II)

Mais uma carta aberta dirigida ao P.R. sobre a questão da Abstenção.

Esta está publicada Aqui, Aqui e Aqui (que eu saiba...)

CARTA ABERTA AO PRESIDENTE DA REPÚBLICA

"Como cidadão português que sou, maior e vacinado, ciente do que se passa no meu país onde a falta de ética politica, as crises das más governações, o desemprego, a pobreza e desigualdade social, as injustiças e sensação de impunidade contrasta com uma casta que vive na riqueza imoral e os privilegiados auferem altos rendimentos em cargos públicos nada fazendo para resolver os reais e verdadeiros problemas da população, leva a que milhões de portugueses como eu voltem as costas ás urnas e mostrem desse modo a sua indignação.




Sou por isso um dos abstencionistas que integram a maioria dos cidadãos que livremente não votaram nas últimas eleições cuja percentagem de 63% poderia ter sido muito maior se o tempo não estivesse tão chuvoso e muitos prefeririam decerto ir à praia.



Isto não quer dizer que esses portugueses não tenham preocupações pelos destinos da Nação que infelizmente tem tido governantes que se afastaram há muito dos ideais de Abril e penalizam os mais desfavorecidos, repetindo-se sempre as mesmas promessas nunca cumpridas em época de Eleições. Basta, sr. Presidente da República. BASTA!



O povo está cansado, desgastado, desiludido e revoltado e tem razão. Por isso, no seu discurso do 10 de Junho quando censurou quem não votou devia saber antes interpretar e perceber as reais motivações dos que estão fartos de ouvir palavras e discursos sem bons exemplos de cima, pois todos desejam chegar ao poder onde se instalam nas mordomias dos seus cargos pedindo grandes sacrifícios ás populações que deixaram de confiar e de acreditar na classe política, eximia em explicações.



Gostei porém de ouvir V. Exª nas chamadas de atenção que fez sobre o desperdício e esbanjamento em tempo de crise que o país atravessa, pois na verdade foram gastos mais 4,5 milhões de euros nas campanhas partidárias inúteis que os partidos da Esquerda à Direita aceitaram conhecendo as dificuldades que o país atravessa. Nisto sempre se entendem... no esbanjamento!



Aproveito para dizer que aplaudo o facto de V. Exª ter vetado a lei do financiamento aos Partidos, uma autêntica vergonha nacional que leva os cidadãos a pensar que afinal os politicos da A.R. só se entendem quando se trata de interesses pessoais e não nacionais.



Enfim, sr. Presidente da República, sou mais uma voz dos milhões de portugueses que clama em silêncio e não têm acesso à Comunicação Social onde poderiam fazer ouvir-se em coro nacional contra a falsa Democracia em Portugal.

Com os meus respeitosos cumprimentos,

Sou o cidadão,

Rui Palmela



APELO!
Atenção às campanhas mais recentes:
-- Petição Para Valoração da Abstenção
-- Assine a petição AQUI, ou AQUI ou AQUI, ou AQUI, ou AQUI
-- Denúncia de Agressão Policial
-- Petição contra os Crimes no Canil Municipal de Lisboa

14 comentários:

  1. Aquilo que nos parece aos nossos olhos como óbvio, não parece sê-lo aos olhos dos nossos políticos. De facto o que eles apreciam é a manada sobretudo a aplaudi-los. Mas até a manada demostra cansaço, desilusão e saturada de tanto vilão a viver boa vida às custas dos contribuintes portugueses.
    Votar neles, seja em quem for, partido for, já ficou ao longo de 30 anos demonstrado que é votar mais no mesmo para ficar tudo na mesmíssima. Claro que ardilosos, astutos como os politicos sabem ser, riscaram a os votos da larga maioria, i.e. os que não votam, não é só por preguicite, nem porque lhes é indiferente, mas principalmente porque comer arroz e feijão ao fim de 3 décadas, não há paladar que não se enfadonhe, se ressinta, se revolte.
    Por isso, mais do mesmo? Obrigado, mas não obrigado. Reponham a justiça,a transparência e demonstre-se sem enganos habituais, que os portugueses, eleitores e inscritos como tal, que estão em larga maioria não votam em partidos que alegadamente nos impingem como vencedores. Tremenda injustiça, tremenda inverdade esta de o dito partido vencedor, que na realidade não recolheu além de 20% de simpatizantes, querer impingir-nos maiorias absolutas ou querer afundar o país a seu bel prazer. Chega. Basta.

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  2. tendo passado tanto tempo desde que este post foi publicado duvido que este comentário tenha resposta, mas não faria mais sentido, no sentido de protesto contra a classe politica, a promoção do voto em branco do que da abstenção? Esta não funciona como protesto da mesma maneira que aquele, uma vez que as razões para abstenção são muitas (preguiça, desinteresse, e também protesto, entre outros), mas um voto em branco só quer dizer uma coisa. Alguem dar-se ao trabalho de ir ate as urnas para nao escolher nenhum partido ou candidato consittui uma mensagem bem mais clara do que nao aparecer de todo.

    p.s.: nao adianta escrever ao cavaco a falar mal da classe politica, uma vez que ele proprio é simbolo de muito daquilo que esta mal com os que dirigem o nosso pais. essa carta devia ser dirigida a todos os portugueses.

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  3. Meu caro Jaime Negrão!
    Como a moderação de comentários está activada, todos os comentários são lidos. Às vezes não são respondidos, porque já não se justifica, mas é noutro contexto.
    Antes de mais, responde4ndo ao seu comentário, desfazer uma confusão:
    AQUI ninguém está a promover a abstenção, bem pelo contrário: o que estamos a fazer é a tentar acabar com a abstenção... criando condições para que as pessoas percebam que vale a pena ir votar.
    AQUI, o que se pretende e o que se está a fazer é uma simples CONSTATAÇÃO DE FACTO; é a constatação de que a abstenção existe e é, de longe, a opção maioritária entre os eleitores; muito mais maioritária do que queaisquer outras maiorias que já se tenham instalado no poder.
    Por detrás de cada abstenção está um cidadão COM DIREITOS, no nosso humilde e modesto entender. Dirteitos esses que não podem ser molestados (molestando os próprios cidadãos invocando processos de intenção insultuosos. Além dos mais, ara o que importa, que é a legitimidade e a representatividade da eleição, não interessa por que motivos as pessoas se abstêm; interessa que NÃO VOTAM, consequentemente, NÃO ELEGEM, consequentemente, NÃO CONFEREM representatividade aos "eleitos". Se, nalguns casos, as pessoas não votam por preguiça, ou porque preferem ir para a praia, ou por qualquer outro desses motivos (ou ausência deles), isso não dá o direito a ninguém de ultrajar todos os abstencionistas e lhes usurpar a representatividade; até porque, se as pessoas não se mobilizam para votár o problema é dos candidatos e da sua "pequenez e mediocridade" que não consegue mobilizar as pessoas para votar. Vai daí, "eles", para´demonstrarem bem o quanto são percversos, para além de serem "pequenos e mediocres", apropriam-se da representatividade de quem lha recusa, de forema vigarista e nazi. Isso é intolerável e NÃO HÁ NADA QUE POSSA JUSTIFICAR actos tão infames e contrários à democracia.
    O problema está mesmo aí: na ausência de democreacia, a todos os níveis, ausência essa que tem a sua maior expressão, a meu ver, neste sistemaa eleitoral, VIGARISTA E NAZI. As pessoas percebem isso (constatam-no, todos os dias, das mais diversas formas) e por isso NÃO VOTAM, como é o meu caso.
    Quanto à promoção do voto em branco, ou de qualquer outro voto, deixo isso para quem acredita nele e nas eleições.as eleições, para mim, são uma vigarice pegada, uma gigantesca vigarice, a começar pelas contas e a acabar na viciação dos resultados, passando pelas campanhas eleitorais e pelas promessas...
    Portanto peço-lhe que não me peça para "sancionar" essa vigarice indo votar, ordeiramente, quer seja em branco quer seja doutra cor qualquer. NÃO VOU! E com isso quero me rebelar contra essa vigarice, como muitos outros abstencionistas.
    As pessoas que pensam como você é que têm de começar a mudar e a entender as coisas doutro modo: A política não é a feira da ladra, nem é negócio com ciganos, onde se espera toda a espécie de artimanhas e se "tolera" tudo como normal, como fazendo parte do "jogo", como "sendo próprio da políica e dos políticos". O resultado dessa tolerância está à vista; e quanto mais aberrações lhes tolerarmos pior será.
    Para (e para muitos outros saturados como eu) chega e, portanto, faço coro com o Victor: (os resultados eleitorais vigarizados) querer impingir-nos maiorias absolutas PARA PODEREM afundar o país a seu bel prazer. Chega. Basta! O País não lhes pertence!

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  4. Peço desculpa!
    Deixe-me acrescentar só um pequeno pormenor:
    Quando se pretende que as pessoas insistam em ir votar, para deixar uma mensagem, está-se a transferir a responsabilidade do actual descalabro para os cidadãos, de forma implícita: os políticos são uns salafrários porque a gente não lhes manda mensagens... ao jeito deles, indo votar. Sim porque a gente manda-lhes mensagens, não indo votar, mas essas mensagens eles ignoram... e as pessoas que pensam como você acham bem porque a mensagem dos abstencionistas não é a sua mensagem, não é à sua maneira, conforme você entende as coisas e, portanto, pode ser descriminada...
    Lamento! Não concordo! A democracia não é isso! Em democracia todos têm o direito de se expressar como bem entendem, nomeadamente NÃO VOTANDO, sem que, por isso, possam ser ignorados, eliminados do mapa dos cidadãos com direitos após cada acto eleitoral... Até porque quem promove e motiva a abstenção são os políticos, portanto não se lhes pode tolerar que se esquivem às respectivcas consequências argumentando com processos de intenção insultuosos.

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  5. Biranta,

    Antes de dizer mais alguma coisa a algo que quero deixar claro: acho que o sistema político em portugal está doente, e que os principais responsáveis por essa situação são aqueles que compõem a elite política. Para além disso, preocupam-me os números da abstenção no sentido não de achar que as pessoas devam ir votar, mas por saber que a forma como esses números são noticiados e interpretados na praça pública têm tendência a visar tudo menos a classe política. Por isso é que pergunto (e não proponho ou admito que seja solução) se um voto em branco seria uma forma mais clara de demonstrar desagrado pelas formas como a vida do pais e dos portugueses é gerida.

    Acredito também que para mudar a situação, mais do que protestar perante os políticos, e preciso faze-lo perante a população. Os políticos, tal como nos, têm noção de como o sistema funciona (sublinho funciona, e não como devia funcionar), e fazem tudo para minimizar tudo o que seja consequência para si e para o seu partido, na procura de promover as suas carreiras em vez de promover a vida dos cidadãos. Com isto quero deixar claro que não e o povo quem tem culpa da maneira como as coisas estão, mas e quem mais pode fazer para mostrar que não as tolera.

    Tendo dito isto, acho bastante precipitado acusares-me de achar toleráveis ou normais as artimanhas políticas, porque não só as acho repudiáveis como acredito que vão contra aquilo que um governante ou representante na assembleia deve ser: um servidor publico, cujo objectivo é fazer todos os possíveis para melhorar as condições de vida daqueles que o escolheram para os representar.

    Acredito que democracia é um ideal, e como tal nunca há-de ser atingido. Vejo-a como um trabalho que nunca será acabado, uma obra em constante progressão (e infelizmente também feita de retrocessos) a que é preciso estar constantemente atento, de forma a se conseguir identificar e corrigir as suas falências. E este é um exercício muito difícil, tanto numa situação em que a saúde da democracia é forte, como quando esta mais débil. O problema nem esta tanto em identificar o problema, esta em conseguir corrigi-lo. Na situação em que hoje vivemos aqueles que mais podem fazer para mudar o estado das coisas são aqueles que mais dele beneficiam, enquanto que aqueles a quem eles deviam ajudar estão a ser prejudicados. Assim sendo, acredito que seja destes últimos que tem de partir a acção, não por terem culpa da situação em que estão, mas porque doutra maneira vão continuar a ser prejudicados enquanto existe uma elite (que não é só politica) que vai continuar a tirar dividendos dessa exploração. É na extensão dessa exploração que acho que esta o problema, uma vez que ela esta presente em níveis nos quais a generalidade das pessoas não se apercebe, e que não se resume apenas a acções e maquinações politicas.

    Já tinha lido algumas coisas tuas e penso que, apesar de algumas divergências, partilhamos um profundo desagrado pela maneira como as coisas são feitas no nosso país. Eu também acho que existe uma perversão dos ideais democráticos e que as coisas estão longe de como deviam ser. Onde quero chegar com isto é a um pedido de respeito, pois a única razão pela qual me estou a dar ao trabalho de expor aqui aquilo que penso é por achar que esta partilha e consequente discussão será benéfica.

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  6. Olá Jaime
    Agradeço o comentário com cujo conteúdo concordo QUASE na íntegra.
    Este tipo de discussões são sempre benéficas (nem que seja para o nosso próprio crescimento e amadurecimento intelectuais) desde que estejamos de boa-fé, como é o caso.
    Mas para que sejam integralmente benéficas também é necessário que tenhamos total liberdade de expressão.
    Não acusei de nada! Tipifiquei um "erro" que é muitíssimo comum. Tão comum que impede a maioria das pessoas de verem o óbvio... a meu ver.
    Como concordo QUASE na íntegra, vamos aos pontos de discórdia:
    Eu não concebo a DEMOCRACIA como um ideal mas como um sistema possível, exequível e de cujo temos uma necessidade premente para que possamos nos salvar. Eu não luto por ideais, luto por objectivos, por coisas concretas.
    O que está em constante progressão, isso sim, é a evolução da sociedade e, quicá, dos sistemas políticos que a devem reger, em cada momento. Quero dizer com isso que a democracia, tal como a concebemos hoje, pode não ser, eternamente, o melhor sistema político, mas isso é um problema de evolução que irá preocupar os nossos tetranetos, ou os tetranetos dos nossos tetranetos, mas não a nós que nem à demcracia conseguimos chegar (AINDA). Portanto, não ponhamos o carro à frente dos bois: preocupemo-nos com o que compete ao nosso tempo e deixemos as preocupações dos vindouros para eles próprios resolverem. Se fizermos a nossa parte, convenientemente, já lhes facilitaremos a vida q.b.
    Nós somos pessoas interventivas, instruídas, esclarecidas, mas não podemos exigir a todos os outros que sejam como nós. Isso não funciona assim, NUNCA, e a classe política (e a outra que se aproveita não sendo, propriamente, classe política) sabe-o bem... e tira partido disso.
    Por uma série de motivos que me vou escusar de enumerar, nem mesmo entre os esclarecidos (ou que julgam sê-lo) é possível obter consensos acerca destas questões... portanto, não podemos esperar qualquer acção consequente "destes últimos". "Qualquer acção consequente" porque "acções", petições, manifestos, "causas" e grupos, no Facebook e não só, há-os aos milhares... mas o resultado é ZERO, como não podia deixar de ser.
    O resultado é zero, como tem sido zero o resultado da minha azáfama interventiva, que "desenvolvo" desde há longa data. Aliás, o "meu" resultado não foi bem zero, visto que até perseguida fui e espancada pela Polícia...
    Por isso me fico perguntando o que é que posso exigir ou esperar dos outros, que meios e poder poderão eles ter que eu não tenho.

    Continua.

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  7. As pessoas, para se mobilizarem, em conjunto, necessitam de ser lideradas. E, na nossa sociedade, não existem líderes conhecidos e reconhecidos (existem líderes, com toda a certeza). Todos os que "APARECEM" que têm visibilidade, NÃO PRESTAM; e só contribuem para complicar mais as coisas e o desespero dos cidadãos devido aos sucessivos e desesperantes desenganos e desilusões.
    Se as pessoas não podem confiar nos que conhecem (nos que toda a gente conhece) como é que vão confiar em quem não conhecem?
    Por aí estamos num beco sem saída...
    Portanto, talvez seja altura de nos atermos aos factos e de atacar o sistema e os seus "proprietários" nos seus pontos fracos.
    Sem a aparência de democracia, de liberdade, etc., este sistema não sobrevive. Mas o sistema é profundamente nazi EM TUDO. Até é graças aos métodos da propaganda nazi que o próprio sistema disfarça as suas fragilidades e, por exemplo, achincalha e injuria quem se abstém, como forma de se esquivar às respectivas consequências.
    Neste momento, é á custa da propaganda (e do silêncio sobre as pessoas, ideias, opiniões e CAPACIDADES que podem interessar à sociedade) que o sistema se mantém, mantendo a sua aparência e confundindo tudo e todos. Cada um percebe que "isto" não funciona. Mas como todos os descontentes são silenciados (só se noticiam uns quantos poucos casos, e marginais, para manter as aparências) cada um pensa que só acontece com ele e que, no geral, as coisas funcionam como devem...
    Mas quanto à abstenção eles não têm como disfarçar (ainda). As eleições são uma perfeita e total vigarice, mesmo quanto à fabricação de resultados, mas os números da abstenção são tais, o descontentamenteo e o descrédito é tamanho, que não é possível anular ou minimizar q.b.
    Pois então atenhamo-nos aos factos, ataquemos nos pontos fracos, libertemo-nos das influências nefastas da propaganda deles, e digamos as coisas como elas são: este sistema eleitoral é nazi e vigarista ao ignorar os abstencionistas após cada acto eleitoral.
    a abstenção é uma das formas como as pessoas "intervêm" manifestando o seu descontentamento, a sua revolta, a sua indignação. Se consentirmos que isso seja ignorado, como são ignoradas todas as outras intervenções dos cidadãos (tal como refiro acima), perdemos a nossa oportunidade. A abstenção é uma forma de luta, espontânea que agrega um elevadíssimo número de pessoas... É, afinal, "a acção" conjunta por que tanto se clama.
    É necessário propalar isso aos quatro ventos, ampliando a voz de quem a não tem, sem desistir, para contrabalançar e anular o efeito da propaganda deles, com que se protegem das consequências dessa forma de expressão e luta dos cidadãos....
    O caminho é em frente e o lema é: nunca desistir, desde que estejamos no caminho certo, COM A MAIORIA. Até porque os problemas deste País só terão solução desde que consigamos derrubar esta classe política e acabar com as suas práticas infames e criminosas.

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  8. Cara Biranta,

    Primeiro, peço desculpa por demorar tanto tempo a responder. Segundo, queria dizer que lamento muito que tenhas sido alvo de agressão policial. Não é situação digna de uma sociedade que se intitule de democrática e civilizada e é mais um entre os inúmeros sinais que apontam para a necessidade de mudar o estado das coisas.

    O que gostava de perguntar é como podemos fazê-lo? Os níveis de abstenção já são bastante elevados, mas mesmo assim tudo fica igual ou pior. Aliás, a barreira perante a qual sempre me questionei se poria em causa a legitimidade do sistema eleitoral que temos é a dos 50%, mas com esta troca de ideias ando a ficar convencido que nem assim.

    O meu problema é olhar à volta e não ver solução tangível. Porque os problemas do país não advêm apenas da corrupção política. O sistema que nos é imposto desde que nascemos (sou pós-25 de Abril) reprime muito do bom selvagem que possa haver nas pessoas. Desde cedo que ou estamos a competir ou estamos alienados. Comunicação social há muito tempo que deixou de o ser para se tornar comercial, logo a verdadeira informação encontra-se nas entrelinhas, se tanto. Entre todas as coisas que estão mal, não existe nada por onde vejo que se possa pegar para criar alterações.

    Onde quero chegar, repito, é como? Falas em maioria, mas entre os abstencionistas tens uma panóplia de pessoas que vão desde o 'não quero saber' a 'não voto como protesto contra este sistema'. Mesmo que seja uma maioria (e tudo indica que num futuro próximo assim seja), como falas, como se anda para a frente, como propões? Quais são os passos que vão preconizar a alteração da situação em que vivemos?

    Não me leves a mal fazer tantas perguntas, ou até por este comentário estar um bocado confuso. Apenas sempre que me ponho a pensar nisto vejo uma necessidade de alteração tão profunda e a tantos níveis que não consigo perceber por onde é que se deva começar, e isso acaba por ser o que mais me incomoda...

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  9. Meu caro amigo!
    Comecemos pelo final porque parece mais fácil e também é a melhor forma de irmos diretos ao assunto.
    O facto de haver, entre os abstencionistas, de tudo não é impedimento. Afinal a democracia é isso mesmo e é assim que funciona: A maioria estar unida em torno de objectivos comuns, independeentemente das diferenças nas concepções sociais e filosóficas, religiosas (ou outras).
    Isto para tentar explicar que a questão está posta ao contrário, no teu comentário, (mais uma vez).
    Para que um governo tenha legitimidade para governar em nome da maioria, tem de ter o apoio dessa maioria, quanto às suas linhas gerais de actuação, que devem servir os interesses maiores, da Nação e que devem ser, obrigatoriamente, concretizadas (as promesas eleitorais), O APOIO DA MAIORIA.
    Os governos que se têm constituído não tem esse apoio da maioria e até ficam muito aquém da maioria. As maiorias que se têm constituído não ultrapassam, nas melhores das hipóteses, trinta e muito poucos por cento do eleitorado. E é o governo que tem de ter legitimidade para governar...
    A questão é escamoteada, sistematicamente, na vigarice dos números dos resultados eleitorais. Comecemos por aí: a vigarice e a falsidade não têm nada de democracia. DIGA-SE A verdade quanto a essa matéria e assumam-se as consequências.
    Não são os abstencionistas (e mais os outros que não votam nos que são eleitos) que têm de estasr unidos em torno dum objectivo comum, que tem de ter homogeneidade de critérios, de pensamento, ou de "motivações"; é o governo (são os eleitos) que têm de conseguir o apoio da maioria dos cidadãos, destes cidadãos, dos que existem e não doutros quaisquer, porque são estes que são os "governados".
    Isso não é impossível; é praticável, é concretizável. Tem que ver com as lideranças, como já referi anteriormente. Tem que ver com o facto de os mais altos cargos serem ocupados por verdadeiros líderes, que existem, na sociedade, certamente, mas que são cilindrados, aniquilados, esmagados pelos mafiosos que controlam os poderes e pelos seus lacaios, oportunistas, que ocupam os altos cargos.

    A questão é conceptual sim, mas também tem que ver com o nosso sentido prático e objectivo das coisas...
    Mas esse sentido prático, algo inato (faz parte da nossa natureza humana) é, também ele, reprimido através do incentivo à competição... ou através da alienação. Depois, no lugar desse sentido prático, da compreensão da verdadeira lógica do Mundo e da dinâmica das sociedades, plantam-se as ideias tortuosas e as concepções falaciosas que permitem aos gansgters e aos seus lacaios respectivamente controlar e exercer o poder, QUALQUER QUE SEJA, ou venha a ser, o nível de abstenção... porque aquilo que é da responsabilidade deles: representarem a maioria, serem pessoas decentes e dignas e idóneas e prestigiadas para obter o apoio da maioria, passa a ser da responsabilidade dos que se lhe opõem: serem homogénios terem pensamenteo e motivações e concepções uniformes, ÚNICAS, entre si, para então poderem reivindicar as mudanças em nome de algum ideal comum.

    Continua (tenho de aprender a escrever menos)

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  10. O que quero dizer é que, entre os abstencionistas até é natural que exista a mesma "confusão" de que te queixas. Afinal ela é continuamente promovida, é planeada, é imposta a todos os níveis nas inúmeras situações, INAMOVÍVEIS, de absurdo com que os cidadãos se deparam no dia a dia. É inegável que a maioria TAMBÉM não vê como chegar às soluções; apesar de ser óbvio e se poder afirmar, sem a menor sombra de dúvida, que a maioria quer que isto mude.
    É possível os governos obterem o apoio da maioria! É praticável, apenas dependendo da natureza (boa ou má) de quem exerce o poder e a ele se candidata.
    Já a existência de homogeneidade entre os abstencionistas (e os outros que não votam nos eleitos) é uma aberração, uma coisa contra-natura, impossível de concretizar, aobretudo nas actuais circunstâncias.
    Os gangsters que controlam os poderes e os seus lacaios que os exercem, SABEM DISSO... e tiram partido disso.
    Repito: é preciso começara a puxar-lhes o tapete. Liber5temo-nos das influências da propaganda deles, analisemos as coisas como elas são e digamo-lo alto e bom som; libertemo-nos das conjecturas, das falácias, da lógica da "canção do bandido" que ouvimos todos os dias, com que nos alienam continuamente.
    Se a gente quer chegar ÀS SOLUÇÕES É BOM QUE ENVEREDEMOS PELO CAMINHO CERTO.
    è que assim, desfazendo-se todos estes equívocos que referi acima quanto às maiorias, quanto às percentagens obtidas pelos eleitos e VALORANDO-SE A ABSTENÇÃO, deixa de ser sompensador aniquilar os bons para promover a escória (que são os únicos que aparecem e têm direito de antena) porque a escória nunca há-de conseguir convencer as maiorias... e isso deixa-os sem meios para (se) governar(em).
    O teu problema é não vceres caminho para as soluções.
    Pois o meu problema, desde há muito tempo, é perceber como é que gente assim, como esta que nos (des)governa, tão desacreditada, tão reles, tão pérfida e TÃO ESTÚPIDA, pode continuar a manter-se no poleiro, apesar das consequências desastrosas de tal facto (de eles se manterem no poleiro).
    Continua...

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  11. A contestação a esta forma, CRETINA, de actuar, da govcernação e dos políticos é antiga. e a gente ler Eça e outros anteriores a ele e também alguns posteriores, parece que estamos a ler críticas actuais à situação actual.
    E eu pergundo-me: O QUE ANDAREMOS todos A FAZER DE ERRADO, HÁ TANTO TEMPO, para sermos tão ineficientes, a ponto de nem serquer se conseguir pôr em causa gente tão primária e estúpida?
    Se calhar há, por aí entre os que aparentam criticar, desportivismo a mais e empenho a menos... Ou então há muita cedência à propaganda e às falácias da classe dominante (à propaganda nazi) e pouca ou nenhuma autonomia conceptual e filosófica... Ou então... Bom acho melhor nem continuar até porque não interessa nada. O importante é chegarmos ao caminho certo.
    O grosso da "estrutura" (conceptual, é claro) que mantém este estadoi de coisas e esta gente no poder (que inibe, também, a oposição eficiente dos descontentes) é construído com a propaganda, com as falácias, com a intoixicação, com a (des)informação.
    Aprendamos e pratiquemos a contra-propaganda. Estes poderes estão tão desacreditados e são tão frágeis que não passam de "castelos de cartas" á espera do toque no ponto certo para se desmoronarem.
    Com certeza que é necessário saber para onde vamos, mas libertemo-nos, todos, do jugo e da destruição dessa gente que os líderes (que existem) acabarão por aparecer (sobretudo se a classe dominante não conseguir sobreviver sem eles porque a valoração da abstenção não permite, porque, sem eles, não consegue mobilizaa maiorias...).
    E, finalmente, agradeço as tuas palavras quanto á agressão policial de que fui alvo. Em vista da actuação, atitudes e respostas, cínicas, da generalidade das instituições que actuam (deviam actuar) nessa área, é sempre bom saber que há quem entenda as coisas como elas devem ser entendidas.
    Isso também dá uma ideia do abismo que existe entre a actuação das instituições e os ideais da democracia que todos partilhamos.
    Agradeço, mais uma vez!

    Peço desculpa! Parti o comentário em 3 porque o meu HTML não foi aceite...

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  12. O bastonário deveria de sugerir o terminus da cleptocracia...


    http://dedosnasferidas.blogspot.com/2011/04/o-bastonario-deveria-de-sugerir-o.html

    «... Nem a democracia tem de ser suspensa por seis meses nem os Portugueses devem fazer greve no dia das eleições. Devem sim contribuir para a mudança de paradigma e esse passa precisamente pela mudança da Lei eleitoral...»

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  13. Votar não é um direito?
    A partir do momento que quase todos foram votar "contra" o Sócrates, votar não foi um direito mas uma fuga de portugueses assustados.
    A partir do momento que as pessoas vão votar e não têm nenhum candidato que confiem ou gostem, votar é apenas um beco sem saída.
    A partir do momento que as pessoas vão votar desconhecendo quem lá vão meter, votar é apenas um acto de ignorância e irresponsabilidade.
    A partir do momento que as pessoas vão votar apenas porque são fieis a um partido, independentemente do que ele fez de bom e de mau pelo país, é um acto de cegueira obtusa.
    A partir do momento que vão votar apenas porque os amigos lhe escolhem o partido, é um acto de irresponsabilidade.
    A partir do momento que nunca sabemos onde e quando vão começar os actos de corrupção, favoritismos, despesismo que arruínam o país impunemente. Votar é um tiro no escuro.
    A partir do momento que sabemos que as leis não se aplicam aos políticos, mesmo quando as infringem escapam sempre, mesmo que provoquem prejuízos de milhões ou perdas de vidas humanas.
    Assim votar não é um direito é meter um rato na nossa dispensa e fechar a porta e os olhos e deixa-lo andar.

    VOTAR irá ser UM DIREITO quando:
    - votarmos consciencializados
    - votarmos com informações capazes sobre os candidatos
    - votarmos seguros que confiamos no nosso líder
    - votarmos num líder avaliado nas suas qualidades de gestor, economista etc e tiver provas dadas disso mesmo.
    - Votarmos para colocar um grupo de pessoas em cargos legislados com regras, correctamente puníveis, fiscalizados e responsabilizados.
    - Votarmos não no melhor vendedor de banha da cobra/ líder carismático e bem falante MAS SIM NUM CANDIDATO COMPETENTE, INTELIGENTE, RESPONSÁVEL, HONESTO e claro avaliado por testes tal como qualquer líder que gere uma grande empresa.
    Seremos assim tão burros que preferimos um líder que engane bem, do que um líder que seja avaliado e capaz ?
    Nunca vi nenhuma empresa, grande ou pequena, contratar os seus Presidentes ou directores, baseado nas suas capacidades oratórias !!!! Ou na sua capacidade de andar a lamber botas na altura dos votos!!!!
    Porque razão os GESTORES DA "GRANDE EMPRESA" PORTUGAL tem que ser escolhidos por características menos abonatórias e nada fidedignas?

    Deveria ser proibido os candidatos manipularem o povo ...ENFIM. e TEREM O APOIO DO estado e dos meios de comunicação para isso.

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  14. Gratos a todos os que votaram.
    Parabéns 1ºministro, boas entradas e saídas.
    Todos aqueles que votaram devem estar felicíssimos, pq é deles a certeza quase absoluta de que vão contribuir para salvar o país...
    Impõe-se salvar o país sim mas dos políticos.

    Quem votou e acertou no vencedor pode estar ciente apenas de uma coisa. Ajudou o país a mudar de rostos mas as "leis" anarcas que regem os políticos lá ficaram... vazias, inúteis e nulas.
    Vamos assistir a grandes mudanças no país sim senhor. Vamos assistir a mais um momento glorioso de despesismo brutal, em que todos os ministros e administradores públicos, que eram do Sócrates, vão ser demitidos e indemnizados brutal e desmesuradamente, e colocados nuns tachos menos vistosos.
    Por sua vez Passos Coelho procederá á redistribuição dos grandes tachos do país pelos seus amigos e colegas, estes grandiosos tachos tão ambicionados, actualmente por todos os portugueses e creio que até já os estrangeiros. Ou não tivéssemos nós os administradores públicos cotados como dos mais bem pagos na Europa.

    Parabéns a todos os que votaram consentindo, mais uma vez, que os políticos vivam numa anarquia que sufoca todos os dias a liberdade dos portugueses.
    Consentiram, que nem rebanhos amansados, que os políticos continuem a despejar o país e a esperança dos portugueses.
    Consentiram que confiam nos políticos, depois de décadas de provas do contrário.
    Consentiram e acreditaram que votar é um direito, só porque os políticos o dizem. Incapazes de perceber que votar é consentir. Incapazes de ver por nós próprios, que eles precisam que as pessoas ocorram ás urnas para criar a ideia errada de que os portugueses ainda confiam e gostam do trabalho dos políticos.

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